O parquímetro e a esperança

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Esta semana lí uma reportagem em um jornal local aqui de Hamilton que me fez refletir. Uma mãe, de uma cidade de Ontário, levou o bebê de 6 semanas ao pronto-socorro e deixou seu carro estacionado nas intermediações do hospital. Sem saber quanto tempo demoraria no local, pagou o parquímetro por 4 horas.

Quando percebeu que o atendimento levaria mais tempo do que esperava e já tinham se passado 3 horas, a mãe lembrou-se do carro estacionado e ficou preocupada com sua situação. Neste instante, resolveu deixar uma mensagem em um grupo do Facebook de mães locais, perguntando se alguém conhecia um lugar em que ela pudesse estacionar, sem correr o risco de ser multada ou ter o veículo guinchado. A partir daí, começou a receber mensagens de solidariedade de pessoas dizendo que estavam próximas dalí e que, se ela quisesse, poderiam passar por lá para alimentar o parquímetro.

No final daquele dia, depois de ter ficado com seu bebê em observação no Hospital por aproximadamente 9 horas, a mãe ainda tinha 5 horas disponíveis de estacionamento, e seu Facebook estava lotado de mensagens de desconhecidos desejando uma boa recuperação ao bebê.

Este caso me fez lembrar de uma história recente que aconteceu em Marília, interior de São Paulo. Uma mãe teve complicações no parto de seus dois bebês e infelizmente não resistiu. As crianças foram salvas e ficaram internadas na unidade neo-natal, no entanto, não tinha quem os alimentassem. Como o estoque de leite materno estava baixo naquele hospital, as pessoas da região iniciaram uma campanha nas redes sociais solicitando doadores. A comoção com o caso foi tão intensa que em poucos dias, o banco de leite de Marília tinha recebido mais de 36 mães doadoras, o suficiente para alimentar não somente o gêmeos, mas os demais 30 bebês que estavam no local, dependendo daquele leite para sobreviver.

Ambos os casos foram gestos de amor. Me fez perceber, que independente do lugar, ainda há esperança. As mesmas redes sociais que propagam ofenças, o preconceito, o ódio entre os diferentes, também podem propagar gestos de solidariedade e são estes atos que deveriam ganhar destaque em nossas vidas.

Quantos de nós teriam saído de suas casas ou desviado seu caminho para alimentar o parquímetro de uma desconhecida? Quantos teriam ido ao hospital para doar leite aos bebês que precisavam se alimentar? Talvez poucos, mas o importante é saber que alguém o fez, se olharmos para exemplos como este, podemos nos tornar pessoas melhores, seja no Brasil, no Canadá ou em qualquer outro lugar do mundo.

E você, conhece alguma história de solidariedade também? Divida aqui conosco.

Até a próxima!

2 comentários

  1. Wow.. Realmente, ainda existe bondade e amor!
    Me arrepiei com as duas historias, gosto de saber de coisas assim, pois vemos tanta coisa ruim, principalmente nas redes sociais, que essas historias são colírios pros olhos 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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